domingo, 8 de maio de 2016

 Heart in my hands


Love is more than just emotion.
Love is more than just devotion.
Just like all the stories in  the old books, love is about blood and honour.
How could you love me, when  I´m just a meere reflexion in eyes.
How could you love someone like me.
I´m  the wind blowing in your window.
Just a simple breeze in your chest.
I never thougt I could love you this way.
Walking in the street with my heart in my hands, like a foul, waiting 
to be able to deliver it to you.
Standing in the corner to have a glimpse of you walking by.
Thought I was the owner of the world, I,m not eve the owner of my own heart since I met you.
Pray to God, pray to my Godess for a litle love.
My heart is always in my hand waiting for you.
Could you love someone like me?
Because someone like me loves you like crazy.

Pedro Correia de Oliveira
08-05-2016

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Mundo Cruel

Quando a paixão é perdida e toda a confiança desapareceu à tanto tempo.
Só num mundo cruel e frio.
As crianças choram abandonadas e negligenciadas.
Por bem próprio animais deixados sem dono.
Só num mundo cruel e frio.
Abraça  o teu melhor amigo, olha-o nos olhos e depois observa-o a resignadamente ir embora.
Durante tanto, mas tanto tempo fizemos tudo errado.
Febre e tormenta dentro da tempestade, afasto-me.Vou-me embora
Fujo dos nomes, das lápides. da Selva de Pedra.
Cansei-me de sarar as feridas minhas e do mundo.
Que o mundo mantenha os espinhos, que mantenha as agruras. Eu fujo a toda a brida.
Fujo dos jogos, das decepções e das mentiras.
Das circunstancias de um mundo tão cruel e frio.
As chamas da consciencia e da alma recordam-me o dia no qual fui lançado neste tipo de mundo.
Nas engrenagens desta máquina destruidora transformei-me e fui culpado da mesma crueldade e frieza.
NÃO MAIS!!!
 A Febre permanece na tempestade. Viro as costas, cavalgo para longe no pégaso da minha imaginação.
E voo, Voo para tão longe.Porque é que sinto todos os outros como inimigos?
Não quero mais nada com as Trevas. Já tive demais.
Renego os demónios. Invoco os Deuses.
Viajo para a luz
Quero o Sol, Clamo pelo Sol.
Desisto deste tipo de sociedade, não vivo os jogos, Não sou Peão.
Não me reduzo à condição de Escravo.
Do material, da solidão confortável, só porque é social.
Renego a mágoa, a mentira, o ultrapassar a moral.
Trago para mim o acreditar solene. 
Quero a Luz, A simplicidade, o minimo.
Não vou nunca deixar deixar de ser eu, afirmar que o que sou é-o por desejo e não ter medo de afirmar este sou EU.
O verdadeiro sem imagens distorcidas por espelhos sociais, 
Sem medo, sem dor.
Preciso de encontrar um canto mais escuro onde tudo seja mais calmo e seguro.
Continuo a voar, a virar as costas.
Não sou mais o autómato que vagueou por este mundo tão cruel.
No fogo da minha alma, renego as criaturas negras que me prendem o coração.
Solto as grilhetas e deixo de ser o Sub-produto deste Mundo Frio e Cruel.


sexta-feira, 21 de março de 2014

Liberdade de um Sonho

Deitado e acordado sonho o sonho do Homem pobre.
Sonho com a liberdade que este permite.
Deixas de ter grilhetas, deixas de ser a nuvem no meu pensamento.
Solta-te, és livre, escolhe, ninguém tem o direito de te ter presa.
O teu coraçāo é livre, mas nāo o podes dar, porque com ele vem o teu corpo, a tua alma, e essa tem correntes pesadas.
És a tua carcereira, prendeste-te por quimeras e agora abandonaste o teu ser a alguém, à perfidia da necessidade.
Escravizaste o teu corpo, a tua alma em torno da responsabilidade ficticia.
Queres deixar as grilhetas, tens a chave na māo.
Na tua prisāo, encareceraste-me a mim, quero partir, mas o meu coraçāo tem uma corrente ligada ao teu.
Posso quebrá-la tāo facilmente mas o meu amor nāo deixa.
Liberta-te, deixa-me sonhar com com o por do sol ao teu lado ao longo de um tempo infinito.
Deixa-me viver o Sonho do Homem pobre, o Amor incondicional a alguém partilha comigo a verdade mais preciosa, a Liberdade.
Assim ambos teriamos como unicas posses a Liberdade e o Amor.
Riqueza maior, seria impossivel.
Se ao menos dissesses ao teu carcereiro que pretendias ser Livre.
Usa a Chave, concede-me o Sonho.
Mas se nāo o quiseres, ao menos corta a minha corrente, faz-me livre.
Com o coraçāo moribundo, mas ao menos livre para voltar a amar.
Nenhuma mulher deveria de estar acorrentada, presa, amordaçada e muito menos dormente.
O Poder é teu, se um dia ao menos sonhasses como eu.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Como se perde uma inocência (Crónica de um Combatente da ll Guerra Mundial)

Ontem, apaguei vinte velas do meu bolo de aniversário, no entanto sinto-me como se tivesse vivido uma vida inteira.
Chamam-me de velhinho, o que é normal depois de ter sobrevivido a mais de quatrocentas missões, e até porque a média de sobrevivência por aqui é de duas semanas.
Os aliados têm novos aviões com melhor desempenho e inundam agora os nossos céus, quase não dando espaço de manobra e quase não se consegue levantar voo. Frequentemente levanto voo de estradas secundárias. Fazemos o que podemos.
Ainda me recordo dos meus últimos dias de Oberstufe (liceu) em Dresden, tinha então dezassete anos, e foi quando a guerra estalou.
Filho de um antigo oficial do exército e que perdeu um dos seus olhos na Flandres, com heróis como Von Richtoffen decidi que estava na hora de cumprir o meu dever com a Pátria e alistei-me na Luftwaffe, ignorando que o cavalheirismo do combate aéreo dos primórdios daria lugar a uma brutal carnificina.
Presentemente creio que a minha dívida para com o meu país está mais do que saldada, com o meu sangue, com as minhas lágrimas e com a perda total da minha juventude e inocência de criança.
Em três anos de guerra sou agora um veterano e às. Tenho um recorde de abate de cento e trinta e sete "mortes" confirmadas, obviamente não contamos as prováveis. O que não é de surpreender, até porque, todos os dias faço de uma a três missões.
Tenho um dia de folga por semana, ao contrário dos Americanos que voam duas a três vezes por semana.
Não é de admirar que alguns de nós tenhamos centenas de vitórias enquanto um às Americano tenha no máximo quarenta a cinquenta vitórias.
Tornei-me empedernido e implacável, não porque tenha prazer em abater ou matar alguém, mas porque se abater os suficientes talvez deixem de continuar a vir e assim acabe esta maldita guerra.
O convívio diário com a morte não nos deixa ter muitos planos pois não?
Cada vez que fecho o canapé sobre a carlinga como se de uma tampa se tratasse, assemelha-se à tampa do meu próprio caixão.
Sei que a todo o momento a missão actual pode muito bem ser a última.
Desafio a morte a todo o momento.
Porque é que eles são cada vez mais? Porque é que não param de vir? Já não mandámos os suficientes para o Inferno?
Em três anos de combate apenas tive três meses e meio parado devido a ter o crânio aberto por um projéctil de um B 25 Mitchell que abati.
Ainda hoje estou a para conseguir entender como sobrevivi e como consegui chegar à base.
Engraçado que apesar das dores e tormentos que passei, apreciei a paz.
Agora percebo que aqueles que se auto-infligiam ferimentos preferiam a dor ao processo de carnificina da frente.
Para mim, com dezanove anos a morte ou a invalidez não eram uma opção.
O misto de sentimentos contraditórios na minha mente era e é explosivo. aprecio a paz e tranquilidade de um hospital de campanha e imagino como seria viver essa paz e tranquilidade num mundo pacífico, mas ao mesmo tempo anseio pelo combate, pela adrenalina de poder morrer, mas acima de tudo pela ideia do abate, da vitória. Missão cumprida.
Não me recordo dos meus anos de adolescência, acho que não os tive verdadeiramente, sinto que da minha infância ao cockpit do meu 109 não demorou nada.
Ontem estava a brincar com o meu carrinho de bombeiros de lata que os meus pais compraram com imenso sacrifício em Berlim e hoje estou a incendiar bombardeiros com das mais letais máquinas de guerra.
Se sobreviver a esta carnificina, quem me devolverá os meus anos de juventude?
O que farei, se só sei voar e matar?
Poderei ser jovial novamente?
Afinal, quando esta guerra acabar não voltará tudo ao normal?
Dos meus amigos de infância já perdi quase todos, uns em combate.outros devido às bombas aliadas porque nós falhámos e conseguimos abater os bombardeiros em número suficiente de forma a impedi-los de bombardearem as nossas cidades e matarem os nossos civis,
A minha pergunta é porque é que se substitui um brinquedo por um instrumento de morte? Porque é que os Homens obrigam outros a matar e morrer?
Sou um adolescente físico com uma vida de sessenta anos.
Odeio esta guerra, odeio as mortes, odeio a carnificina que não tem qualquer sentido.
Perco a minha vida por ideais politico, morais e económicos que não defendo.
Quero ser inocente outra vez, não quero sentir que às minhas mãos já tanto adolescente deixou de ser filho de alguém.
Hoje ao fechar novamente a  tampa do meu caixão para uma nova missão apercebo-me que abomino toda esta guerra.
Sei que não sei fazer mas nada senão isto, parece que me fizeram nascer assim. Um monstro frio que me nome da Pátria tiro a vida a alguém.
Feliz aniversário para mim, que por fazer o que faço mesmo abominando, perdi a minha inocência.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Nocturna

A luz da janela esta a desaparecer.
O som das ruas chama-te, abre os olhos.
Procura a luz dos neons.
Deixa as tuas palavras ecoar para além da vida.
Agarra-te a algo, não desistas do objectivo, da vida.
Será que o medo tomou conta de ti?
Deixa que a tua luz brilhante perdure.
Deixa que te alcançe, não deixes que o medo te toque.
Não deambules pelas rua da cidade sozinha.
Deixa que o teu espirito se projecte nas estrelas.
A noite será nossa.
Eu serei a sombra do teu próprio corpo projectada pela luz dos candeeiros da cidade.
És o meu lar, o meu conforto, quem me atrai.
Todo o teu magnetismo é eterno.
Todas as noites és a minha luz, o meu mais sensual retiro.
Retira o medo, perde a insegurança.
Os Anjos não têm esses sentimentos.
Deixa que a sinfonia de sons nocturnos, deixa que todos os odores da cidade se diluam com o vinho.
Abandona o ser nos meus braços, a noite essa que sempre pertenceu aos amantes, pode muito bem agora pertencer àqueles que unem os corpos mas acima de tudo que se diluem numa só alma.
Poderiamos encontrar uma razão para não brilhar, mas este é o nosso momento.
Tudo estará para sempre bem porque o teu brilho esse, permaneçe para sempre dentro de mim.
Substituo o sol, porque nada é mais luminoso que o teu olhar.
Mais poderoso que mil soís.
Alicerçado na tua confiança enfrentarei o mundo.
Retira o medo, confia em nós.
A noite, a cidade e as estrelas serão sempre nossas.
O privilégio daqueles que sabem que na noite se fazem as alianças que moldam os dias e que criam a união para a eternidade.


domingo, 12 de maio de 2013

Guerreiro da Vida

Sou o crente, o destemido termópolita que se arroja para a batalha eminente.
Faco da minha crença o móbil da minha demanda.
O tumulo esse é a morada que tenho como certa.
Apenas desjo que o epitáfio seja grandioso.
Carrego contra as fileiras do destino só, de resto nasci só.
Pouco me importa quem se encontra nesta demanda, pois sei que a morte essa virá para mim e todos os homens morrem sós.
Consultei o oráculo antes desta batalha e o resultado esse ficou por definir por entre os vapores que emanavam dos defumadores e os devaneios do oráculo.
A minha armadura essa foi abençoada por uma das sacerdotisas de Artémis.
Por isso vou para a luta tendo apenas a morte como certa.
Sou o que sempre fui desde de tenra idade, um guerreiro com todas as cicatrizes de todas as contentas que presenciei.
Amo o combate pelos meus ideiais.
Fiz alianças com quem me traiu.
Agora sou o solitário combatente que anseia pela solidão do combate.
Luto desta feita contra demónios monstruosos e contra os meus traidores.
Albergo a minha força na crença no Deuses, pela justiça.
Grito pela libertação da minha alma, pela ausência de futuros combates.
Se perder a vida, também serei libertado.
Esta é a derradeira batalha.
Derrotarei e aniquilarei todos os meus inimigos, farei da minha vida o derradeiro tributo à paz e ao sucesso.
Ou perderei a vida a intentar.
Em qualquer dos casos alcançarei sempre a vitória.
Para glória dos Deuses.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Pedaços de um Espelho


Atiro uma moeda para o poço dos desejos e rezo por tudo aquilo que sinto falta.
Com os pés nus sobre um espelho partido, a dor sobe ao coração e apodera-se da mente.
Rezo para que os retalhos da vida se reúnam ao corpo e aliviem o sentimento de perda do que sempre fui.
A identidade perdura na penumbra à espera do mero toque de consciência que concerte o espelho retraçado sobre o qual me encontro.
A alma projeta-se no imenso vazio e clama pelo seu pequeno espaço acolhedor.
Anseio por uma solução enigmática, um elixir descoberto por um exímio alquimista que desentorpeça o corpo inerte pela dor.
Se ao menos os vidros não penetrassem tão profundamente na carne.
Grito surdamente ao Oráculo de tempos perdidos, para que me revele o propósito existencial mais ínfimo.
Inerte, preso num momento, procuro alcançar a chama da consciência do que sou no presente.
Rezo pela liberdade pelo pleno conhecimento do que sou e sempre fui.
Os pedaços de espelho são momentos que fazem parte de um imenso puzzle que revelam o mais íntimo do meu ser.
Arranco cada pedaço da carne e agora caminho vacilante rumo ao futuro juntando peça a peça e aprendendo com cada imagem refletida.
Cada imagem de mim, errada ou não, distorcida ou nítida é um pedaço que pretendo tornar completo e fazer de um retalho um espelho completo que mostre todo o esplendor de uma vida.
Porque sempre no caminho da vida quantos de nós não são forçados a quebrar os seus próprios reflexos e a partir de pequenos momentos e da dor da reconstrução verificam que afinal respirar cada momento vale a pena?
Amar a vida e  cada reflexo próprio, cada toque sublime de consciência é Divino.

Pedro Jorge Correia de Oliveira