sexta-feira, 1 de maio de 2009

Almejo a Dormência


Pensamento errante que agarro, silencio ideias na calada da noite.
Encontro-me no teu patamar, agarro um sinal.
Sei que te falo e nada te transmito, estendo-te rosas e pétalas ao caminho e sinto que nada sentes.
Sei que sentes que também eu talvez sinta a ausência do sentimento.
Falácia total a do sentimento.
A toda a hora renego o que sinto e almejo a dormência.
Quero transmitir-te algo de mim, dar-te a mão ,no entanto silencio-me.
A voz não sai da garganta, não pretendo que o faça.
Pequenos jogos de poder que apenas levam à derrota.
Quero ser sempre criança e ter os sentimentos puros.
Silencio a dor porque amo e não o sei fazer como ser humano que sou.
Dou-te a mão para a retrair.
Silencio ideias na calada da noite, reprimo acções e devaneios de um ser apaixonado.
Saio para a rua, observo o luar, debaixo dela abnego-me da consciência.
Trago à mente seres fantásticos, faunos, elfos, duendes.São eles que me trazem de novo à vida e me continuam a fazer sonhar.
Sim, o tão necessário sonho de que tanto te falei.
Esqueço-me de mim e de ti.
Calco o sentimento.
Quase atinjo o perfeito estado de abstracção.
Almejo pela noite para apenas retornar ao sentimento.

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