sexta-feira, 29 de maio de 2009

Retorno à Esperança


Enganado pensava que reviver seria a solidão.
Logro total e absoluto.
A companhia da solidão e de mim próprio num silêncio ensurdecedor, enlouquecia-me.
Vida em estado absorto e sem sentido.
Em cada rosto revia o teu.
Imaginava o teu sorriso mesmo em semblantes cerrados.
Ilusão de ti sem ti.
Em cada recanto deste mundo o pensamento de ti acompanhava-me.
Chamava o teu nome em surdina.
Sentia os membros dormentes como que inertes.
A tua ausência rasgava-me o peito e sentia um punho forte a sufocar-me o coração.
Numa noite de total sofrimento e dor lancinante gritei aos deuses o teu nome.
Com o coração em chamas enviei a mensagem ao universo.
Entendi que te amava e sussurrei-o ao vento esperando que a mensagem te fosse entregue por intervenção divina.
Desesperei pensando que a crueldade do Olimpo era implacável para comigo.
Sem resposta a alma abandonava-me
Numa réstia de forças ajoelhei-me ergui os braços e rezei.
Ergui as minhas preces para que me ouvisses mesmo subliminarmente.
Julgando que te perdia, à beira do precipício ouvi o som da tua voz.
Não acreditando no que ouvia ia precipitar-me quando senti uma mão suave que me tocou.
Novamente uma voz suave soprou as doces palavras que nem tudo estava perdido.
Recuei dois passos.
Incredulamente ouvi novamente a tua voz.
Como que Anjo Salvador retiraste-me da inércia e dormência em que ia lançar.
Sinto-me a rejuvenescer e a alma a renascer.
O poder do teu abraço e do teu amor fazem de mim um ser divinamente feliz.
Agora, permito-me sonhar em construir um lar e ter um fruto do teu ventre.
Felicidade sublime a de poder ter um alicerce chamado família com parte de ti e de mim.
Outrora à beira do precipício.
Retorno à Esperança por tua mão.
Rendo-me ao amor que desde sempre nutro por ti, amor da minha vida.

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