segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Preciso de ti

Das minhas trevas dou um passo em direcção à luz.
Através das minhas frustrações tento o reencontro comigo mesmo.
Sinto a falta de algo na vida.
Escondo as minhas emoções.

Procuro dia e noite, detesto aquilo em que me transformei.
Desprovido de sentido, vagueio na calada da noite.
Deparo contigo, tremo e tento ser outro.
Todo este tempo menti a mim próprio.

Preciso de ti.

Fazes-me sentir o sabor da verdade e da vida.
Elevo as mãos para o céu, seguro nelas os meus sonhos e ofereço-os aos Deuses.
Sorrio para a luz, encaro de novo o horizonte, abraço-te.
Trazes-me de novo à vida.
Olho para mim próprio, retiro o vazio de dentro.
Transformo os sonhos em pó.
Pinto os teus olhos com o pó cintilante dos nossos sonhos.
Deliro com o teu olhar resplandecente.
Durante a tua ausência definho com a dor lancinante da saudade.

Preciso de ti.

Faço da minha noite o teu dia,
Sempre deixei que os outros me indicassem o caminho.
Digo adeus a esse ontem.
Acredito em ti, vivo a inocência das crianças.
Pinto o meu mundo a lápis de cor.
Acredito em mim.
Conferes a autenticidade e mostras a realidade dos erros passados.
Vivo sem algemas, em plena luz brilhante.
O que temos, o que seguramos será nosso, sinto a tua falta.

Preciso de ti.

É tempo de lutar, por ti, por nós, contra as barreiras do oceano.
Contra o tempo, o amor é como o fogo que me consome.
Derrubas todas as barreiras, destróis as minhas defesas e fazes-me ser plenamente consciente de que sou teu e que desde os primórdios do tempo te pertenço.
Agora vivo na verdade do teu ser.

Preciso de ti, meu único amor.

Sem comentários:

Enviar um comentário