sábado, 10 de outubro de 2009

Dor

Tento alcançar o sonho, mas só atinjo a escuridão.
Abraço a dor, a agonia.
Aprendo a sentir, o odor da derrota.
Penso que a solidão é perfeita.
Reabilito-me através da dor.
Reconheço a escuridão sinto-a como minha.
Sinto o inverno dentro da alma, o gelo que me transforma num ser taciturno.
Abraço a dor.
À beira do precipicio abraço o vazio.
Refaço-me na noite, sinto o frio.
O corpo gela.
Retorno ao silêncio, faço dele o elemento.
Devia de ter aprendido.
Peço a Zeus que retire o ultimo suspiro.
Que o coração deixe de bater, rogo para que deixe o corpo neste mundo.
Não existe calor, apenas o frio continuar sem alma.
Abraço a agonia.
Retorno a ser o divagante mendigo da noite, cego.
Percorro as ruas da cidade sem na realidade ver ninguém.
As chagas profundas do arrancar do coração, darão origem a futuras cicatrizes.
Quando me desmorono, sei que me poderia salvar.
Não quero, prefiro a dor.

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