segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Rosa

A escuridão espera por nós.
Continuo a correr para ti.
Selo o destino com a eterna rosa.
Uma única rosa para me recordar.
Desde o dia em que disseste adeus.
Os Anjos notificaram-me da tua partida.
A dor que deixaste para trás.
Recordo o teu sorriso triste.
Desde o momento em que abro os olhos, o teu nome ecoa no meu ser.
A alma relembra.
Uma lágrima escorre por entre as pétalas secas.
O coração sangra desde sempre.
Dentro de mim tudo sangra.
Restam as memórias.
Danças à chuva, promessas eternas.
Debaixo da minha pele, tento arrancar-te.
Destruo as minhas memórias tento rasgar-te da mente.
Procuro ser o fantasma que nunca vês .
Não olhes por cima do teu ombro, o meu fantasma acompanha-te.
As trevas acordam-me, o vazio é meu.
Espectro, pertenço-te agora e sempre.
Quero por demais perder-te, incendiar a tua memória.
Lido com o teu fantasma dentro de mim.
Quando o teu nome me sai dos lábios sem dar conta.
Será que me ouves quando grito por ti?
Tanta coisa por dizer, a garganta muda.
Toco as pétalas daquela rosa, deposito uma lágrima, um beijo.
E abandono o meu espírito aos Anjos.

Sem comentários:

Enviar um comentário