domingo, 8 de novembro de 2009

Sonhos

Na quietude na noite começo a divagar,

Combato a distância com uma fotografia na cabeça.

Estás tão longe,

Quando fecho os meus olhos, consigo iludir-me.

Quase te toco.

Sempre que fecho os meus olhos e sonho.

Como uma luz brilhante ultrapasso a distância.

Como uma suave brisa invado o teu espaço.

Pouso no teu colo.

Penetro nos teus pulmões dou-te vida.

Serei o teu ar, dou o mote aos teus pensamentos.

Por momentos venço o impossivel.

Imagino o lugar de onde começas os dia.

Não te vejo por isso substituo a tua ausencia com sonhos.

De todas as coisas permaneço com o teu rosto gravado a fogo na mente.

O tempo pareçe que voa, não tenho nada a perder.

O pôr do sol significa tanto.

Estendo a mão para os doces sonhos.

Sinto o vazio do teu calor, mas estou condenado a sentir a tua chama.

Grito o teu nome no silêncio.

Sussurro ao vento que te amo.

Preso a ti, ao pensamento também sou feliz.

Com a imagem dos teus olhos, do contorno do teu corpo contruo o amanhã.

Imagino o respirar suave do teu corpo para sempre deitado ao meu lado.

Porque o amanhã será contigo nos meus braços.

Serei o teu porto de abrigo, a enseada segura,

Far-te-ei para sempre minha.

No teu regresso construirei o Éden.

O meu coração canta sem uma canção.

Abro os olhos aguardo pelo amanhã.

O primeiro dia da nossa vida.

 

2 comentários:

  1. Vim de mansinho, pé ante pé, visitar a tua casa.
    Susti a respiração para não estragar com qualquer som a beleza suspensa dos teus domínios.
    Gosto das escadas alcatifadas da tua alma, escarlates como o teu sanguíneo ser, iluminadas pela luz diáfana dos deuses jovens, ameaçadora na queda às profundezas mais secretas.
    Fica por cá um pedacinho de mim.
    És bem-vindo no meu reino quando assim te aprouver.
    Um sopro doce,
    Marisa

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