domingo, 1 de novembro de 2009

Trevas

As trevas tomam conta do meu mundo.

O Mundo é sombrio.

Sou metamorfose, sou ser das trevas.

Adapto-me ao mundo da escuridão.

Não desisto, jamais cairei.

Perdi a vontade de mudar.

Movo-me por entre sombras, agora sou ser mítico.

A dor perdura por entre as brumas.

Sou novamente o lobo solitário.

Sou a criatura que te retira o fôlego.

Que se quer para sempre só.

A solidão aperfeiçoa.

A metamorfose apura os sentidos.

Respiro com a noite, revivo na noite.

Desperto todo o corpo quando arrefece.

O sangue vibra quando os seres nocturnos despertam.

Vivo para o tormento, faço da escuridão o meu lar.

Lutador, caçador procuro a presa ideal.

Faço do meu mundo as tuas trevas.

De coração negro, sinto a vida na tua vida, no teu peito.

Tudo o que vejo é desprovido de cor, quero usar-te.

Viver através de ti.

Talvez venha a saborear novamente a vontade de viver.

Faço das minhas trevas o refugio ideal.

O meu corpo gelado, procuro a tua fonte de calor.

Sou aquele que com um beijo te cobra um preço alto.

Outrora criatura da vida acreditando no amor eterno e único.

Convertido em ser predador frio e implacável.

Retiro apenas o calor essencial de algo que agora acredito nunca ter existido.

Primo pela eficácia da solidão.

Sou aquele que se move em silêncio por entre sonhos.

Não desisti de viver, converto a dor em trevas.

Das trevas, renasço.

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