segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Fire

Assumo o calor do fogo que me consome.
Sou a energia consumidora do Sol, irradio as chamas nas quais te faço arder.
Sou a fogueira em torno da qual danças.
Quero ser o chão incandescente que pisas.
Para sempre a Fénix que renasce da fúria da lava terrestre.
Pássaro livre de fogo que incendeia o teu ser.
Sou a chama que te beija e faz arder na paixão.
A onda de calor que de mim emana quer beijar a tua pele nua.
Brinco com cada centímetro teu até pedires misericórdia, desejo consumir-te.
Anseio o doce inferno do teu corpo.
Arderás dentro de mim, farei ferver o teu sangue.
Levar-te-ei aos confins do mundo, para sempre tocada num beijo de fogo.
Farei do teu desejo o cometa que deixará rasto no meu mundo.
Irradiarás o calor de mil estrelas.
O teu corpo é loucura, é o espaço sideral que me lança na senda do descobrimento.
Cada poro é um vulcão em plena ebulição, cada toque é uma explosão de lava.
Fazes tremer o meu chão.
Cada momento é abrasador com a capacidade de um engenho nuclear.
O meu corpo derrete-se, funde-se com o teu.
O universo é a forja na qual nos fundimos, ferro e carvão, formamos o aço quase indestrutível.
Sou o teu fogo, e por ti para todo o sempre irei arder.
O teu ar é o vento quente do deserto que me consome, o vento divino.
Acaricias a rocha dentro de mim e fazes dela a mais fina areia.
És o cristal delicado que advém da minha areia, fabricado pelo calor de um coração inflamado.
O fogo é e será para sempre o elemento construtor do amor mais profundo que por ti nutro.
Sou a Fénix livre renascida das cinzas de algo que me prejudicou mas que agora em prol de uma labareda de amor profundo, trago o fogo dedicado que te procura levar a chama da paixão.
Serei para todo o sempre o fogo no teu coração.

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