domingo, 17 de janeiro de 2010

Coração na pele

O mundo à minha volta pretende arrancar-me a alma.
Dói respirar, a dor aumenta, os rumores crucificam-me a mente.
Destroçado, vivo com o coração na pele.
Com uma réstia de esperança dou a mão ao destino.
As consequências enterram-me vivo.
Deambulo na sociedade, custa tanto respirar.
A noite esmaga-me, o seu peso é surpreendente.
Vivo com o coração na pele, abraço o sol.
Os erros que cometi, custam-me a respiração.
Abro os braços para o mundo, embora doa, quero abraça-lo plenamente.
Sonho com o sorriso de alguém, quero libertar-me do que me está a sufocar.
Completamente atordoado tenho o direito de vencer.
Tudo o que sou e pretendo ser não será perdido.
Apenas dói respirar, sempre com o coração na pele.
Dormente e atirado para a arena da vida sorrio a custo.
Estou cercado pelas paredes que outrora me prenderam e derrubo-as.
As minhas cicatrizes relembram-me que sou o guerreiro da vida que tropeça mas nunca se deixa cair.
Tenho o direito de prosseguir e de atingir a plenitude.
Permaneço na luta para que consiga o teu coração, tenho o teu coração tatuado no meu peito.
Debaixo da pele tenho a alma pronta a amar.
Olho para mil rostos, encontro neles a verdade.
O ar fere-me os pulmões, sobrevivo, luto.
Com o meu coração gravado na pele, estarei para sempre disposto a usá-lo.
Oferecerei sempre o meu coração, encontrarei a luz.
Envolvo-te no meu manto de amor e parto para a construção de algo sublime.
Com o meu coração na pele amarei a vida, vencerei e construirei a auto-estrada para a felicidade.

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