domingo, 3 de janeiro de 2010

Father Wolf

Sou o filho do Urso negro da floresta, o meu pai é o espírito indomável.

A minha mãe é o lobo branco que habita nas montanhas

Para sempre o neto da floresta que rodeia Avalon, 

Tenho o sangue do urso e do lobo dentro das minhas veias.

Nasci no tempo em que os Dragões comandavam o destino do mundo.

Agora passados vinte e cinco anos o lobo que persiste dentro de mim, emerge, fiz um pacto com a lua.

Serei o seu justiceiro.

Beijei os lábios de uma elfo e para sempre farei parte da raça.

Assumo a figura do poderoso lobo cinzento, quando beijado pela lua, para corrigir a injustiça no mundo que me rodeia.

Agora em tempos de guerra assumo as funções de cavaleiro,

Defendo o legado do dragão, vou para a guerra pela justiça de Artur e pela ideologia de uma Távola.

Sou o austero humano durante o dia, apenas imbuído pelo espírito dos que me criaram.

No meio dos humanos deparei com os olhos do amor, feitiçaria de uma feiticeira?

Inocente feiticeira, que sem controle também caiu nas garras do amor.

Abençoado pelos druidas do mar das almas, amo o campo de batalha.

À noite recolho-me para a gruta, no meio dos homens não quero encontrar o Lobo.

Vivo para a guerra, sonho com o amor impossível, feiticeira humana para sempre possuidora do meu coração selvagem.

O caçador, emerge a cada batalha, o sangue vertido pelo inimigo invoca o lobo.

O Selvagem brilho do olhar, a chama que me consome apenas acalmado pelos braços nus da mulher amada.

O fogo dentro de mim consumido por um fogo maior, o da paixão proibida.

Como cavaleiro das florestas encantadas, comando um exército formidável de faunos, elfos, duendes, todos eles capazes de morrer a qualquer instante, não pelo bem estar dos homens, mas, pelas minha ordens, pela floresta, pela mãe Gaia.

Os anos passam, a guerra continua, a minha humanidade começa a ser consumida e o lobo surge mais e mais.

Desgastado pela perda do meu ser amado numa das inúmeras batalhas, apenas vivo para o nosso legado.

Com três anos e de olhos que me lembram a floresta, cabelos da cor do fogo Rider, tem dentro dele o espírito do lobisomem e da feiticeira.

Rider é o urso, o lobo, o filho verdadeiro da Terra.

Farei dele, o último e verdadeiro cavaleiro, o cavaleiro das almas.

Volvido mais um ano chegou o fim da guerra, Artur vence.

Quanto a mim desgastado pela guerra, pela incompreensão humana, ensinarei o que resta a Rider.

O meu espírito desvanece, irei ao encontro dos espíritos ancestrais.

As feridas da última batalha consomem o que resta da minha centelha de vida e já só anseio pelo conforto dos espíritos da floresta.

Viverei no mundo dos vivos através do fogo nos olhos do meu filho, aquele que viajará no meio dos dois mundos.
O Cavaleiro das Almas.

1 comentário:

  1. A tua escrita faz-me seguir em frente na paixão maior que é ler...não consigo desviar os olhos das tuas letras. Sobrevivem aos estímulos externos e deixo-me viajar nelas, continuando noutra paixão maior...Gosto muito da tua escrita.
    Muito obrigada

    Abraço

    Luisa Monteiro R

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