sábado, 16 de janeiro de 2010

Rain

Não te podes esconder em cada gota de chuva.
De corpo entregue à chuva procuro por cada beijo teu.
Custa-me respirar, o meu fôlego embebido no teu.
Todo o corpo entregue, colado a ti, agarro o teu cabelo encharcado, projecto nele o desejo ardente que a água não atenua.
Atordoado pelos meus sentidos projecto o oceano dos meus sonhos no calor dos teus lábios.
Perco-me na silhueta do teu corpo, percorro a tua pele de seda acariciada pelas gotas.
Absorvo o teu odor intensificado pela chuva.
Colo-me a ti, sinto o teu calor e ignoro a força da intempérie.
Para sempre teremos a canção da chuva.
Danço ao som da música da paixão, o meu coração derrete, para se fundir com o teu.
Fecho os meus olhos e gravo o teu rosto, consagro-me às nuvens e agradeço aos Deuses pela chuva.
Toco os teus lábios, ficarei com o contorno impresso nos dedos.
Agradeço ao vento que leva para junto da tua pele o teu vestido já encharcado.
As formas do teu corpo fazem-me arder, agarrar-te com mais força.
Abraço o céu e bendigo a mãe lua que ilumina o teu rosto.
Vibro quando sussurras o meu nome, esta noite é nossa, serás minha.
Cada poro teu, cada milímetro de pele beijada pela chuva, o paraíso ao qual ascendo.
Almejo pelo conforto da lareira na qual a fusão dos nossos corpos fará para sempre a união das nossas almas.
Amor declarado à chuva, alicerçado na forja dos nossos corações e unificado pela fusão dos nossos corpos.

Sem comentários:

Enviar um comentário