segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Burning Man


Aqui me encontro, sou um homem em chamas.
Vivo de alma aberta, com o coração nas palmas das mãos.
Peço ao tempo que não me ultrapasse.
Sei o preço da liberdade, vivo na fúria da velocidade.
Ergo-me como um homem em chamas, procuro a vertigem da velocidade.
Não consigo viver num mundo sem amor.
Sei no fundo de mim que a derrota do amor é a morte.
Sem medo vivo consumido pelo fogo que vem dentro de mim.
Sou aquele arde pelo ultimo momento de liberdade.
Que os dias de tempestade me vejam a brilhar.
Anseio pelo trovão que me faz sentir a vida.
Sempre à procura do risco que me faz ter medo da morte, embora saiba que em breve irá passar.
Sou quem vive sempre no precipício com o calor da vertigem no sangue.
Procuro o amor, o coração de quem me rodeia.
Não quero ser enganado, não consigo viver num mundo sem amor.
Ergo-me em chamas, sou o homem do fogo.
Peço aos Anjos que me incendeiem a alma, serei o farol do meu mundo em amor.
Deixarei atrás de mim um rasto de chamas, queimarei o ódio, deixarei apenas a fraternidade.
Rogo para que o fogo me acompanhe de mão dada para todo o sempre, que mantenha para  a eternidade o meu coração apaixonado pela vida.
Pertenço a Gaia e dela retiro os rios de lava, abraço a revolução de renovação que eles encerram.
Agarro o selvagem, tomo comando, ressurjo com toda a alma.
Luto pelas chamas do amor.
Ergo-me como o homem em chamas.

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