segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Comun Man

Um estranho para o mundo, todo o seu rosto sulcado pela vida.
Um Homem que deambula pelas entranhas da sociedade luta pela inocência outrora perdida.
Alma taciturna que lentamente se consome como que esgotado pela dureza de uma vida inconsciente.
É o ser da penumbra que constantemente pensa em tudo aquilo que quis ser.
Vive por entre as agressões indiferentes à sua própria humanidade por parte dos seus pares.
Cria a sua histórias em pergaminhos de papel que rapidamente ardem nas fogueiras consciência social.
Sonha em revolucionar o seu presente, estender a mão à felicidade.
Constantemente agredido, pontapeado pela vida e por aqueles que não conseguem nem ter nem oferecer paz, no seu âmago anseia pela terra prometida.
Reza ao seu Deus para que a paz surja, que o seja em vida e não concedida pela frieza da sepultura.
Procura salvar-se no seu secreto exílio ,reencontrar a sua alma, sabe que ela existe desde que nasceu e que a perdeu ao primeiro choro.
Onde foi a sua inocência de criança? Para ele foi rasgada desde cedo pela crueldade das outras crianças que tal como ele a perderam por circunstâncias incontroláveis a alguém tão frágil e delicado como uma criança.
Indaga-se sobre a perda do seu sorriso, quando terá sido?
O tempo é ardiloso e conseguiu apagar essa memória, não se lembra sequer de como é o seu sorriso franco.
A punição pelos seus erros é deveras brutal , sem compaixão e isso o tempo não apaga.
Sente o julgamento dos seus pares na pele, sem recompensa por qualquer acto correcto apenas sente a reprovação de quando erra.
O Homem criança que recalca dentro de si não emerge, é proibido na sociedade.
A vontade de viver por vezes foge por entre os dedos como se da mais fina e delicada areia se tratasse, não sabe porque continua.
Segue a estrada da vida, sente a dureza do alcatrão na pele, sabe no fundo que as regras são essas e resignado envereda por um caminho, por um destino que frequentemente sente não ser o seu.
grita no seu interior por liberdade, sente-se esgotado mas prossegue, alguém lhe diz que a vida é assim, por isso sente-se compelido a prosseguir rumo aquilo que considera ser nada.
Preso nas grilhetas das regras sociais, não se permite voar, sonhar, nem sequer imaginar.
Afinal quem é este ser? Quem é este Homem que obedece aos valores instituídos e se abandona frequentemente a sonhos que não dele?
Este Homem é meramente o Homem comum.












 

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