sábado, 16 de abril de 2011

No Areal da Esperança

Outrora percorri a areia e deixei que o mar me beijasse a pele, abandonei a praia e parti rumo ao desconhecido.
Sabendo que o amor esse, se quedou nas areias brancas desse local outrora tão perto, e que agora se apresenta tão longínquo.
Dista o pensamento do sentimento que marca o coração. Pertença ausente, sofrida. grita a dor da perda.
No mar que banha o meu presente recordo a maré que sempre tomei como certa naquele lugar confortável que para sempre fica gravado na mente.
Sou o saltimbanco que percorre as ruas da cidade para diversão de outrem. Por agora sou quem sou, nada, sou aquele grão de areia que de uma enseada saiu.
Tornei-me no pó que percorre todo o mundo, apenas guardo na memória aquilo que fui e sonhei.
Transporto nos meus ombros o peso brutal e dilacerante dos erros que cometi.
Por vezes sinto ainda o mar a tocar-me e a imagem desse amor imenso transborda-me a alma daquela alegria genuína.
A inocência que perdi, quem me dera voltar a deixar a pegada no areal onde sei que sempre pertenci.
Dou a mão ao vento, e rogo como sempre lhe roguei para que me leve nas suas asas.
Rumo a casa, rumo a mim e ao meu areal.
Porque a mim, resta-me a esperança de um dia lá voltar.

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