segunda-feira, 27 de junho de 2011

Nas asas do vento

De mão dada com o tempo, desloco-me nas asas do vento.
Sou o espectro dos erros que cometi, sem destino, sem esperança de ser salvo.
Não o desejo, antes o condenado do que o desdito.
Assumo destino no sopro do vento, quem sabe pousarei um dia no lar.
No imediato apenas existo nas brumas do tempo, sou a sua criatura oculta.
Os meus olhos são as sombras do infinito, porque a nada pertenço.
Sinto a inquietude no seio do meu coração.
A sensação do inconformismo latente dentro do peito.
Sentimentos embebidos na opiocidade de uma ideia de superiodidade deveras inexistente.
O conforto dormente de uma ideia preconcebida de alguém que sabe que no âmago de si mesmo não está em paz com o seu Deus e muito menos com os seus Demónios que o atormentam e que selvaticamente lhe dilaceram a carne e torturam a alma.
Apenas desejo a existência pura a candura de um sorriso.
Nas asas do vento anseio redimir-me do passado, abraçar o presente e deixar nas mãos de Deus o futuro.
   
 

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