quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Morte de um Sonho

A Morte  chegou, arrancou-me com as suas mãos desprovidas de carne e gélidas.
Retirou-me o fôlego do corpo.
Esta morte tão vil e cruel que me renega para o fundo do abismo, retira-me a esperança, o alento.
O definhar de um sonho profundo em que experienciava a plenitude, O Sonho Morreu!!!
Gelado nas entranhas e com o Espírito nú, orei, antes, supliquei a Hórus filho de Osirís para que me mantivesse vivo e não me deixasse navegar para o vale dos mortos.
Para quê viver sem um sonho, sem um propósito?
Sinto que Hórus teve piedade deste ser taciturno em que me tornei, porque me segredou ao ouvido palavras de Esperança renascida.
Falou-me em acreditar, pela voz do vento.
O calor da vida renasce.
O fogo intenso do sol a beijar a areia desenha neste corpo sem vida um novo Sonho.
Sei agora por intervenção divina que um sonho morre sempre mas sempre à beira de um outro que será indubitavelmente Grandioso!

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