domingo, 12 de maio de 2013

Guerreiro da Vida

Sou o crente, o destemido termópolita que se arroja para a batalha eminente.
Faco da minha crença o móbil da minha demanda.
O tumulo esse é a morada que tenho como certa.
Apenas desjo que o epitáfio seja grandioso.
Carrego contra as fileiras do destino só, de resto nasci só.
Pouco me importa quem se encontra nesta demanda, pois sei que a morte essa virá para mim e todos os homens morrem sós.
Consultei o oráculo antes desta batalha e o resultado esse ficou por definir por entre os vapores que emanavam dos defumadores e os devaneios do oráculo.
A minha armadura essa foi abençoada por uma das sacerdotisas de Artémis.
Por isso vou para a luta tendo apenas a morte como certa.
Sou o que sempre fui desde de tenra idade, um guerreiro com todas as cicatrizes de todas as contentas que presenciei.
Amo o combate pelos meus ideiais.
Fiz alianças com quem me traiu.
Agora sou o solitário combatente que anseia pela solidão do combate.
Luto desta feita contra demónios monstruosos e contra os meus traidores.
Albergo a minha força na crença no Deuses, pela justiça.
Grito pela libertação da minha alma, pela ausência de futuros combates.
Se perder a vida, também serei libertado.
Esta é a derradeira batalha.
Derrotarei e aniquilarei todos os meus inimigos, farei da minha vida o derradeiro tributo à paz e ao sucesso.
Ou perderei a vida a intentar.
Em qualquer dos casos alcançarei sempre a vitória.
Para glória dos Deuses.

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