quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Nocturna

A luz da janela esta a desaparecer.
O som das ruas chama-te, abre os olhos.
Procura a luz dos neons.
Deixa as tuas palavras ecoar para além da vida.
Agarra-te a algo, não desistas do objectivo, da vida.
Será que o medo tomou conta de ti?
Deixa que a tua luz brilhante perdure.
Deixa que te alcançe, não deixes que o medo te toque.
Não deambules pelas rua da cidade sozinha.
Deixa que o teu espirito se projecte nas estrelas.
A noite será nossa.
Eu serei a sombra do teu próprio corpo projectada pela luz dos candeeiros da cidade.
És o meu lar, o meu conforto, quem me atrai.
Todo o teu magnetismo é eterno.
Todas as noites és a minha luz, o meu mais sensual retiro.
Retira o medo, perde a insegurança.
Os Anjos não têm esses sentimentos.
Deixa que a sinfonia de sons nocturnos, deixa que todos os odores da cidade se diluam com o vinho.
Abandona o ser nos meus braços, a noite essa que sempre pertenceu aos amantes, pode muito bem agora pertencer àqueles que unem os corpos mas acima de tudo que se diluem numa só alma.
Poderiamos encontrar uma razão para não brilhar, mas este é o nosso momento.
Tudo estará para sempre bem porque o teu brilho esse, permaneçe para sempre dentro de mim.
Substituo o sol, porque nada é mais luminoso que o teu olhar.
Mais poderoso que mil soís.
Alicerçado na tua confiança enfrentarei o mundo.
Retira o medo, confia em nós.
A noite, a cidade e as estrelas serão sempre nossas.
O privilégio daqueles que sabem que na noite se fazem as alianças que moldam os dias e que criam a união para a eternidade.


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